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NÓS POR ELAS: UM OLHAR DE COMPAIXÃO ALÉM DO ÓBVIO NO ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Por Suzie Clavery, Gerente Sênior de Marca Empregadora, Experiência de Pessoas e Comunicação Interna e Líder do Grupo de Diálogo de Equidade de Gênero Nós Por Elas no UnitedHealth Group Brasil.


Os Grupos de Diálogo de Inclusão & Diversidade foram criados em 2018 e vêm em constante evolução. Eles são formados por colaboradores voluntários, que têm como objetivo apoiar a disseminação de relações inclusivas e de valorização e respeito pela diversidade alinhados a missão, valores e políticas do UnitedHealth Group.

O Nós Por Elas é o grupo de diálogo que trata dos assuntos relacionados à equidade de gênero e é fruto do esforço de criar um UnitedHealth Group mais plural e inclusivo. Além de ser a maior empresa de saúde do mundo, o UnitedHealth Group, aqui no Brasil, é representado pelas marcas Amil e Americas e é composto por mais de 75% de mulheres em seu quadro de pessoas colaboradoras. Não existe a possibilidade de não pensar em como proteger nossas mulheres em todos os espaços. 

Os números não mentem que a situação da violência continua sendo gritante. A cada quatro horas, ao menos uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil, segundo uma pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança divulgada no boletim “Elas Vivem: dados que não se calam”. Segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil tem cerca de 822 mil casos de estupro a cada ano, dois por minuto. 

Segundo o levantamento do Monitor da Violência, uma parceria do g1 com o Núcleo de Estudos da violência da USP (NEV-USP) e o FBSP, uma mulher é morta (feminicídio) a cada 6 horas no Brasil (2022).

O assédio sexual atingiu quase 20% da população feminina do Brasil em 2022. 10% das vítimas expressam sentimentos de culpa pelos abusos sofridos, frutos do desamparo, da aflição e da misoginia. Mulheres que sofreram assédio sexual tem 2x mais chances de desenvolver hipertensão e insônia e 3x mais chance de ter ansiedade e depressão. 35% delas passou a viver com medo constante e 30% perderam a confiança em si e nos outros, segundo dados da Think Eva. 

O que o UnitedHealth Group Brasil está fazendo no enfrentamento à violência de gênero: 

Canais de denúncia - Campanhas regulares nas unidades corporativas e assistenciais divulgando os canais de denúncia. As denúncias são totalmente anônimas e todos os casos são investigados pela área de Compliance e avaliados pelo Comitê de Ética que define as tratativas e punições aos agressores, inclusive com casos de demissão por justa causa.

Treinamento virtual sobre violência de gênero - Criado em 2020, no auge da pandemia, quando o UnitedHealth Group começou a receber pedidos de ajuda de mulheres colaboradoras que estavam com Covid, portanto afastadas do trabalho, e sofrendo violência doméstica em casa. O treinamento está disponível na plataforma de aprendizagem virtual para todas as pessoas colaboradoras e, além de reforçar os canais de denúncia internos e externos, educa homens e mulheres sobre violência de gênero e dá dicas do que fazer caso você seja a pessoa que está sofrendo violência, mas também instrui pessoas que conhecem casos de violência com pessoas colaboradoras do UnitedHealth Group a denunciarem e encontrarem outras formas de ajudar. 

PAC - O Programa de Apoio ao Colaborador tem como objetivo prestar assessoria psicológica, econômica, social e jurídica para todas as pessoas colaboradoras, mas especialmente as mulheres em situação de violência buscam ajuda psicológica para si e para os filhos, orientações sobre medidas protetivas, divórcio, guarda dos filhos, separação de bens, entre outras possibilidades. 

Canal exclusivo de violência doméstica - Com orçamento aprovado e lançamento previsto para dezembro de 2023, a ideia é que as mulheres colaboradoras possam ter uma linha direta para atendimentos de casos de violência doméstica no PAC - Programa de Apoio ao Colaborador para que sejam atendidas com rapidez e com um protocolo psicológico e médico diferenciado, sem a necessidade de passar, contar ou recontar os casos para vários profissionais por telefone até conseguir a ajuda adequada para o caso.

Cartazes - Criamos, produzimos e direcionamos cartazes para as unidades assistenciais e hospitais do UnitedHealth Group com o objetivo de reforçar os canais internos de denúncia para questões relacionadas a assédio e canais externos de denúncia para mulheres pacientes e profissionais terceiras e/ou que trabalham como pessoas jurídicas em nossos hospitais. Os cartazes ficam visíveis em áreas de circulação pública em nossas instalações para que qualquer pessoa possa fazer uso dos recursos, além de nos posicionarmos como empresa contra a qualquer tipo de discriminação e violência.

Fluxos de violência - Quando a violência acontece em caráter de assédio, dentro das unidades da empresa, o fluxo de denúncia e pedido de ajuda é claro via canal de denúncia, mas, muitas vezes a violência é doméstica e acontece fora do ambiente de trabalho, proveniente de maridos, ex-maridos, namorados, ex-namorados, parentes, amigos e conhecidos da mulher vítima. Mesmo não havendo uma responsabilidade legal da empresa em relação a tratativa desses casos, muitas das mulheres recorrem ao nosso ambiente seguro em busca de ajuda. Esses pedidos de ajuda chegam através da liderança da mulher colaboradora ou através dos Business Partners, nossas pessoas parceiras da área de Pessoas que estão diariamente na rotina dos negócios. A área de Pessoas em parceria com as áreas de Relações Trabalhistas, Compliance, Segurança, Saúde Ocupacional, entre outras, levantaram possíveis ações que são oferecidas pela empresa para a proteção da vítima.

As ações vão desde a implementação de um botão de pânico próximo ao posto de trabalho da colaboradora que pode acioná-lo em um possível caso de invasão do agressor às nossas instalações, treinamento das pessoas da área de segurança com fotos e vídeos do agressor que permita que ele seja identificado e tenha sua entrada impedida nas nossas unidades, bloqueio de linhas telefônicas e denúncias dos números de telefone quando o agressor liga para ameaçar a mulher colaboradora e suas equipes, troca de turno das vítimas, análise de rotas de fuga para a vítima sair e voltar do trabalho, acompanhamento judicial para medidas protetivas públicas, por exemplo, até mesmo a troca de localidade de trabalho fazendo com que essa mulher vítima de violência consiga sair da proximidade do agressor. Cada caso é um caso e é analisado de maneira personalizada por todas as áreas prestadoras de ajuda.

Palestras educativas sobre violência de gênero - Desde maio de 2023, como líder do grupo de diálogo Nós Por Elas, tenho visitado as nossas unidades assistenciais para falar de violência de gênero. A palestra aborda temas como: diferenças salariais, micro machismos, maternidade, adultos funcionais, assédio moral e sexual, violência doméstica, importunação sexual, estupro, feminicídio, entre outros tipos de violência. A ideia é mostrar para as mulheres que todas nós já sofremos violência, em modos e graus diferentes, mas sem exceções. É um momento para mulheres e homens se desconstruir em relação a violência e pensarem qual o seu papel na mudança. Muitas vezes também se torna uma sessão de apoio para mulheres em situação de violência, oportunidade na qual essas mulheres colaboradoras têm a oportunidade de conhecer a gama de canais e possibilidades de ajuda que a empresa oferece para elas. 

Mais de 18 unidades do UnitedHealth Group Brasil já receberam a palestra intitulada “O que as mulheres gostariam que os homens soubessem?”, com mais de 40 sessões realizadas e mais de 1.000 pessoas impactadas. 

Sabemos que a jornada de combate à violência de gênero é longa e dura, por isso, precisamos de atenção constante e ir além do óbvio, daquilo que a Lei nos obriga a fazer como empresas, para ter um olhar de compaixão verdadeira, que permita criar novas possibilidades de existência, de respeito, de inclusão e de segurança para que as nossas mulheres possam não apenas sobreviver, mas viver verdadeiramente e em paz. 



CONTATO

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