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2 anos de união no enfrentamento à violência

Há exatos 2 anos, no dia 29 de agosto de 2019, aproximadamente 100 CEOs de algumas das mais importantes empresas do Brasil reuniram-se, pela primeira vez, para aceitar o compromisso de discutir, juntos, formas de enfrentar, de dentro para fora dos muros das companhias, algo observado tantas vezes, mas frequentemente negligenciado nas mesas de decisões e agendas dos executivos: a violência contra mulheres e meninas.

A iniciativa, liderada pelo Instituto Avon, em parceria com a ONU Mulheres e a Fundação Dom Cabral, reuniu líderes que queriam debater formas de prevenir abusos, mobilizar homens e mulheres para a relevância da causa e garantir um ambiente de trabalho mais seguro e acolhedor para todos. 

Naquele dia, começava um importante movimento de líderes que se inquietam com as alarmantes estatísticas e tomam um posicionamento ativo a respeito. A Coalizão Empresarial pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, então, fundou-se sob alicerces sólidos e, hoje, com mais de 120 empresas de mãos dadas nessa missão, já atingiu importantes resultados, como vimos aqui.


Nossa Missão 

Articular as empresas para o fim do assédio sexual e moral no ambiente de trabalho, o apoio às mulheres em situação de violência de gênero nas corporações e suas cadeias de valor e a construção de uma sociedade livre de violência contra mulheres e meninas.


Passados dois anos, o grupo se consolidou como uma importante iniciativa no enfrentamento à violência contra a mulher. Mas nada disso acontece por acaso e num repente: há muito trabalho ao longo do ano todo. Para explicar um pouco mais sobre como a Coalizão atua - e como não atua - veja a seguir.


O que fazemos

- Promovemos a integração das empresas interessadas em fazer parte do grupo para que sejam asseguradas algumas regras de engajamento fundamentais para nossa proposta. 

- Promovemos trocas de experiências. Por meio do Plantão de Troca, as empresas trazem cases, dúvidas e dificuldades para discutirem com especialistas no assunto.

- Oferecemos treinamento: as chamadas Jornadas de Formação são encontros para que as equipes se preparem, capacitem e se qualifiquem para lidar com o tema da violência internamente.

"É necessário entender o ciclo de violência, os conceitos de assédio moral, sexual, falar sobre acolhimento, para tratar o que acontece no dia a dia." Assim, as empresas aprendem umas com as outras. Essa troca de conhecimento teórico e prático é fundamental para a construção do conhecimento na causa", explica Mariana Suniata A. Miranda, consultora sênior da Coalizão Empresarial. "Só assim, capacitadas e informadas, as empresas poderão agir e criar iniciativas práticas, de forma direta e efetiva."

Ao olhar para a agenda de engajamento do setor privado na causa, identificamos oportunidades de ir além, explorando as seguintes fronteiras:

- Promover articulação junto ao poder público para a criação de políticas e diretrizes que assegurem o direito de todos a um ambiente de trabalho seguro e livre de violência.

- Estimular a liderança engajada. Incentivamos a formação de líderes que se aprofundem na causa, saibam falar sobre ela e dêem espaço para as equipes atuarem na prevenção ou acolhimento e orientação às mulheres vulneráveis. 

- Promover a informação e a conscientização sobre o tema da violência contra as mulheres e meninas por meio do desenvolvimento e divulgação, em conjunto, de campanhas de comunicação duas vezes ao ano.


O que não fazemos

- Não cobramos valor de adesão ou de anuidade.

- Não oferecemos consultoria para casos de violência internos, embora possamos discutir os casos durante os plantões de dúvidas.

- Não prestamos atendimento emergencial às vítimas ou aos líderes delas, embora divulguemos informações e ferramentas que auxiliam o gerenciamento de casos.

- Não agimos de forma independente em nome da Coalizão. Todas as ações são sempre combinadas e alinhadas com antecedência.


Para o próximo ano, a Coalizão Empresarial pretende atuar de forma ainda mais enfática, objetiva e frequente com os públicos internos - homens e mulheres - das empresas signatárias. "A pandemia tornou nossa iniciativa ainda mais urgente e necessária. Estudos apontam que os índices de violência contra a mulher, em casa, durante esse período de isolamento social, aumentaram significativamente. Como líderes e cidadãos, precisamos atuar na promoção diária de ambientes e relações de trabalho mais seguros para todos", afirma Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon. 

CONTATO

Para ter mais informações sobre a Coalizão Empresarial pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, envie um e-mail para coalizaoempresarial@natura.net ou preencha os campos abaixo. Em breve, entraremos em contato.

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